São Jorge em camiseta, invenções dobradas em caixinhas de papel, batuques de coco a barroco...
Carinhos em forma de presentes que aqueceram meu coração nesta semana. E olha que meu aniversário é só no mês que vem!
Foto: Wolney Fernandes
sexta-feira, 20 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Pensar à lápis
"Eu não uso caneta. Não me acostumo. Já viu que a caneta corre no papel, assim, sem freio? Então, se a gente erra e quer arrumar, aí emporcalha tudo. Fica aquela desinteria de tinta!
Agora, o lápis não! O lápis é maravilhoso porque ele agarra o papel, ele aceita a borracha, ele obedece a mão e ao pensamento da gente. Aliás, eu sou um homem que só consegue pensar à lápis."
Trecho do filme "Narradores de Javé"
Imagem capturada aqui.
Agora, o lápis não! O lápis é maravilhoso porque ele agarra o papel, ele aceita a borracha, ele obedece a mão e ao pensamento da gente. Aliás, eu sou um homem que só consegue pensar à lápis."
Trecho do filme "Narradores de Javé"
Imagem capturada aqui.
sábado, 7 de maio de 2011
Os Fios de Vó Cecília
Vó Cecília colhia algodão de dois pés que ela mesma havia plantado no quintal. Com a saia do vestido feito concha, entrava em casa carregando os frutos brancos. No desfiar dos dias, descaroçava, cardava, fiava no fuso de mão e enrolava a linha em novelos que ela guardava pendurados atrás da porta do quarto.
Pouco tempo antes de morrer, me chamou e disse que aquela penca de novelos tinha uma finalidade: se fazer pano para um corte de camisa para mim. Ela se foi e eu nunca soube que fim levou os fios que ela tecia com tanto zelo. Talvez por isso, todas as vezes que abro o guarda-roupa para pegar uma camisa, minha memória a alcança.
Foto: Wolney Fernandes
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Esquecimentos
Esquecimentos tiram da gente pequenas alegrias. E as primeiras a partirem sem despedidas são aquelas baldias que brotam em pormenoridades. Junto com elas, as lembranças escapam, mas deixam um perfume bom que se espalha depois que vasos de alabastro se quebram.
Imagem de Vincent Van Gogh. Olhei aqui.
Imagem de Vincent Van Gogh. Olhei aqui.
terça-feira, 3 de maio de 2011
O Céu de Suely
O retorno se cumpre pela vontade de partir novamente. Na inquietação diante de um cotidiano sem surpresas, cada trecho da narrativa parece extrair significados que não precisam de auto-explicação. A mudança experimentada por dentro marca um descompasso com a aparente imutabilidade que se cristaliza do lado de fora.
Uma parábola que não termina quando o retorno para a casa parece não dar conta das questões plantadas no coração. Nas palavras de T.S. Eliot: "E ao final de nossas longas explorações chegaremos finalmente ao lugar de onde partimos e o conheceremos então pela primeira vez". A resposta silenciosa que o filme dá a esta sentença vale cada pedaço de céu mostrado em diversas sequências durante a história. Destaque para a última cena, talvez um dos finais mais belos que o cinema nacional já mostrou.
Imagem capturada aqui.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Camadas temporais
O relógio de bolso da Novelo é uma das peças mais legais da nova coleção, pois mistura camadas de tempo entre passado e presente.
Pra se perder em variações clássicas e se encontrar em estilos bem contemporâneos.
Foto: Wolney Fernandes
Pra se perder em variações clássicas e se encontrar em estilos bem contemporâneos.
Foto: Wolney Fernandes
domingo, 1 de maio de 2011
Afogamento
Lá em casa a pescaria começava no quintal, bem debaixo do pé de manga. Era lá que tinha terra preta e úmida, morada preferida das minhocas. Ainda menino, minha inaptidão para a pesca considerava uma atrocidade ter que espetar o anzol naqueles seres indefesos que se retorciam a cada furo.
Atirá-las aos peixes era crueldade ainda maior e meu coração ficava pequenino em saber que não havia salvação nem para a isca, nem para o pescado e muito menos para mim. Afinal, nas pescarias, minha função era ficar calado, enjoado e afogado pelo desejo de estar em outro lugar.
Imagem capturada aqui.
Atirá-las aos peixes era crueldade ainda maior e meu coração ficava pequenino em saber que não havia salvação nem para a isca, nem para o pescado e muito menos para mim. Afinal, nas pescarias, minha função era ficar calado, enjoado e afogado pelo desejo de estar em outro lugar.
Imagem capturada aqui.
domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Confissões
Talvez esse não seja um bom momento para confissões, mas que fazer quando se erra no princípio e no depois?
Vivo me repetindo em instantes letivos porque nunca aprendo a deixar os pés no chão. Asas pra voar me carregam em brisas sem direção. Não adianta cortá-las porque elas brotam pelos sopros cumpridos em adorações ditas em noites de lua.
Por minha culpa, minha tão grande culpa deixo de lado as imperfeições poéticas que imaginei para recolher as reais. Aquelas que me colocam em esperas carregadas de eternidades.
Tomara meu desejo de construir confusões e acolher confissões se faça eterno. Desconfio que não, pois eu sei dos meios, mas nunca dos fins.
Foto: Wolney Fernandes
Vivo me repetindo em instantes letivos porque nunca aprendo a deixar os pés no chão. Asas pra voar me carregam em brisas sem direção. Não adianta cortá-las porque elas brotam pelos sopros cumpridos em adorações ditas em noites de lua.
Por minha culpa, minha tão grande culpa deixo de lado as imperfeições poéticas que imaginei para recolher as reais. Aquelas que me colocam em esperas carregadas de eternidades.
Tomara meu desejo de construir confusões e acolher confissões se faça eterno. Desconfio que não, pois eu sei dos meios, mas nunca dos fins.
Foto: Wolney Fernandes
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Perguntas [im]possíveis
Do "Livro das Perguntas" de Pablo Neruda, sete suspiros me beijam incessantemente:
"- A quem posso perguntar que vim fazer neste mundo?
- É verdade que as esperanças devem regar-se com orvalho?
- Por que choram tanto as nuvens e cada vez são mais alegres?
- Como ganhou sua liberdade a bicicleta abandonada?
- De que cor é o perfume do pranto azul das violetas?
- Quantas semanas tem um dia e quantos anos tem um mês?
- Onde está o menino que eu fui? Está dentro de mim ou se foi?"
Imagem de Isidro Ferrer.
"- A quem posso perguntar que vim fazer neste mundo?
- É verdade que as esperanças devem regar-se com orvalho?
- Por que choram tanto as nuvens e cada vez são mais alegres?
- Como ganhou sua liberdade a bicicleta abandonada?
- De que cor é o perfume do pranto azul das violetas?
- Quantas semanas tem um dia e quantos anos tem um mês?
- Onde está o menino que eu fui? Está dentro de mim ou se foi?"
Imagem de Isidro Ferrer.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Primeiros Fascínios
Em um breve intervalo de tempo, perto da madrugada que é quando a lua quer se fazer sol, começo a notar meus pés se afastarem do chão. E sinto medo. No entanto, aos poucos, entendo que pra dizer de felicidades só é preciso ouvir.
Nos maciços silêncios do branco da página é possível entrever o outro lado. Então, o depois começa a se desenhar em linhas tênues e tranquilas tamanha a transparência revelada pela voz que me fala.
Na ausência de prazos, na certeza em saber que nem tudo o que se quer pode ser alcançado, acolho todos os espasmos do mundo em meu corpo para escutar os ecos de meus primeiros fascínios. E tal como a lua com seu brilho acalentador, sinto uma fonte gotejante de boas sensações.
Foto: Wolney Fernandes
Nos maciços silêncios do branco da página é possível entrever o outro lado. Então, o depois começa a se desenhar em linhas tênues e tranquilas tamanha a transparência revelada pela voz que me fala.
Na ausência de prazos, na certeza em saber que nem tudo o que se quer pode ser alcançado, acolho todos os espasmos do mundo em meu corpo para escutar os ecos de meus primeiros fascínios. E tal como a lua com seu brilho acalentador, sinto uma fonte gotejante de boas sensações.
Foto: Wolney Fernandes
terça-feira, 12 de abril de 2011
Sobre o tempo
O mundo, cada vez mais acelerado, faz a gente querer pular as fases e chegar mais rápido diante do nosso destino. Tudo é feito para a gente não perder tempo. A lei e a ordem do dia é uma só: Corra! Mas todos os dias durmo com uma dúvida: será que existe um bom motivo pelo qual vale a pena essa correria toda?
Nas palavras de Raduan Nassar, um esboço de resposta:
"O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; [...] rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é; [...] pois só a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas..."
Foto: Wolney Fernandes
Nas palavras de Raduan Nassar, um esboço de resposta:
"O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; [...] rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é; [...] pois só a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas..."
Foto: Wolney Fernandes
domingo, 10 de abril de 2011
De coco
"Louco! O bêbado com chapéu-coco fazia irreverências mil."
Texto: Trecho da música "O Bêbado e o Equilibrista".
Sequência de imagens: Charles Chaplin, René Magritte, Ilustração do filme "Laranja Mecânica, Cena do filme Cabaret, Foto capturada em navegações pela internet (sem os devidos créditos, quem souber a autoria, avise-me), Cena do filme Aristogatas, Cholita boliviana, Luminária do meu quarto.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Rabiscos coletivos
Dancei sobre corpos, papéis e carvão em uma tarde de sábado toda desenhada. Para que as margens do papel e do corpo se dissolvam em rabiscos coletivos e experimentais.
Fotos de Eddy Pontes.
Atividade do grupo "Desenha!"
Fotos de Eddy Pontes.
Atividade do grupo "Desenha!"
Paisagens doloridas
Acolho meu cansaço e seu desatino num ritual de pensar a vida pela sua brevidade. A morte, quando sentada na cadeira ao lado, rouba da gente os sossegos de antes... de depois... e coloca em nosso colo o agora... urgente e arbitrário.
Ainda dolorido pela paisagem e [o]dores do final de semana, meu choro se converte em palavras.
Ao fazer uma mortalha de palavras, rabisco meu luto pelas perdas de gente que a gente gosta, de tempo, de viços, de esperanças e lembranças. Todas elas.
Foto: Wolney Fernandes
Ainda dolorido pela paisagem e [o]dores do final de semana, meu choro se converte em palavras.
Ao fazer uma mortalha de palavras, rabisco meu luto pelas perdas de gente que a gente gosta, de tempo, de viços, de esperanças e lembranças. Todas elas.
Foto: Wolney Fernandes
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Poço de desassossego
Sempre que chega o outono, olho para o Wolney que ainda espera o diferente. Do poço do desassossego nenhuma conquista o satisfaz, nenhuma felicidade o acalma.
Foto de Elinor Carucci
Foto de Elinor Carucci
terça-feira, 29 de março de 2011
Um único plano-sequência
O meu único plano-sequência depois de ver esse videoclipe é querer a música e a Alice Braga pra mim!
domingo, 27 de março de 2011
Em cada canto
Uma música fez a saudade do meu pai escorrer pelo meu rosto e depois plantou nostalgias em cada canto.
Ele reunia pequenos acordes para medir a alma boêmia que lhe dirigia os passos. Apesar de não ser tátil ou vísivel, seu canto era capaz de locomover sua própria existência.
Hoje, as cordas de aço estão surdas. No silêncio daquele canto não há mais modas de viola a desafinar. Está lá. E só se sabe saudade porque, mesmo ausente, ressoa memórias audíveis em traços e acordes de corpo inteiro.
Foto: Wolney Fernandes
Texto originalmente produzido para o blog Sentidos Simultâneos.
Ele reunia pequenos acordes para medir a alma boêmia que lhe dirigia os passos. Apesar de não ser tátil ou vísivel, seu canto era capaz de locomover sua própria existência.
Hoje, as cordas de aço estão surdas. No silêncio daquele canto não há mais modas de viola a desafinar. Está lá. E só se sabe saudade porque, mesmo ausente, ressoa memórias audíveis em traços e acordes de corpo inteiro.
Foto: Wolney Fernandes
Texto originalmente produzido para o blog Sentidos Simultâneos.
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Assim seja!
Naquilo que me diz respeito, prefiro acreditar que o meu compromisso é com aquilo que move meus olhos. Sou desejante de espuma, sonho e água com gás.
Aceito o gosto amargo na boca e a opacidade dos olhos que não brilham mais ao me encarar.
Sussurro a vida que pulsa toda sexta-feira insistindo em fazer da segunda um ano novo!
Não me preocupo com a devassidão e a dualidade que me habitam.
Minhas ressacas de não dormir me distanciam da imagem que eu desejo ver refletida no espelho.
Me perco em sopas de letrinhas que escorrem pelas minhas bondades e me encontro nas monstruosidades que me circundam.
Naquilo que me diz respeito assim é... e assim seja!
Foto: Wolney Fernandes
Aceito o gosto amargo na boca e a opacidade dos olhos que não brilham mais ao me encarar.
Sussurro a vida que pulsa toda sexta-feira insistindo em fazer da segunda um ano novo!
Não me preocupo com a devassidão e a dualidade que me habitam.
Minhas ressacas de não dormir me distanciam da imagem que eu desejo ver refletida no espelho.
Me perco em sopas de letrinhas que escorrem pelas minhas bondades e me encontro nas monstruosidades que me circundam.
Naquilo que me diz respeito assim é... e assim seja!
Foto: Wolney Fernandes
quinta-feira, 24 de março de 2011
Pé de Goiaba
Quando os pés de goiaba desenham piqueniques, ranhuras e doçuras.
Fotos: Glayson Arcanjo e Wolney Fernandes
Fotos: Glayson Arcanjo e Wolney Fernandes
quarta-feira, 23 de março de 2011
Precárias vontades
Vontade de habitar paredes descascadas para que as marcas do tempo em beleza se transformem.
Imagem de Yves Marchand. Olhei aqui.
Imagem de Yves Marchand. Olhei aqui.
terça-feira, 22 de março de 2011
Sem regras
01. Escape - Philip Glas
02. Old Habits Die Hard - Mick Jagger
03. Cálice - Maria Bethânia
04. Crazy - Patsy Cline
05. Traduzir-se - Nara Leão e Fagner
A brincadeira começou assim.
Imagem capturada aqui.
02. Old Habits Die Hard - Mick Jagger
03. Cálice - Maria Bethânia
04. Crazy - Patsy Cline
05. Traduzir-se - Nara Leão e Fagner
A brincadeira começou assim.
Imagem capturada aqui.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Medos plantados
Na escola eu não colava por medo. Vontade eu tinha aos montes. Principalmente em dias de prova de Educação Moral e Cívica. Futebol eu não sabia jogar e, só para me enturmar, sempre me oferecia para ser o goleiro. Nem preciso dizer do pavor que fazia meu coração bater na boca quando a bola de mim se aproximava.
Nunca gostei de andar descalço e só largava os chinelos para subir em árvores no quintal. Apesar das macaquices em jabuticabeiras e pés de tamarindo eu nunca tive um osso quebrado. Só destroncado. Gesso eu nunca usei, mas sempre que precisava a Vó Ricó me benzia a espinhela caída.
Cresci e as bolas de agora ainda me assustam. Tenho medo da morte por não crer [ainda?] no sentido da vida. Repasso, mentalmente, o que precisa ser feito, mas fico adiando a elaboração do meu imposto de renda. Tenho vontade de falar o que eu quero, mas acabo engolindo o que não desce goela abaixo. Ainda me doem os pés porque descubro que os medos continuam plantados em meus quintais.
Foto: Wolney Fernandes
Nunca gostei de andar descalço e só largava os chinelos para subir em árvores no quintal. Apesar das macaquices em jabuticabeiras e pés de tamarindo eu nunca tive um osso quebrado. Só destroncado. Gesso eu nunca usei, mas sempre que precisava a Vó Ricó me benzia a espinhela caída.
Cresci e as bolas de agora ainda me assustam. Tenho medo da morte por não crer [ainda?] no sentido da vida. Repasso, mentalmente, o que precisa ser feito, mas fico adiando a elaboração do meu imposto de renda. Tenho vontade de falar o que eu quero, mas acabo engolindo o que não desce goela abaixo. Ainda me doem os pés porque descubro que os medos continuam plantados em meus quintais.
Foto: Wolney Fernandes
domingo, 20 de março de 2011
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