Motivação perfeita para uma postagem é o pedido de uma amiga para sugerir discos que eu estivesse ouvindo recentemente. Dois dias depois e aí está a lista com sete deles.
Uma banda
Bodies of Water
Disco - "Twist Again"
Faixa de bis - Like a Stranger
Uma cantora internacional
Russian Red
Disco - Fuerteventura
Faixa de bis - Everyday Everynight
Uma cantora nacional
Tiê
Disco - A Coruja e o Coração
Faixa de bis - Piscar o Olho
Um cantor
Ibrahim Ferrer
Disco - Mi Sueño
Faixa de bis - Melodia del Rio
Uma dupla
The Swell Season
Disco - Strick Joy
Faixa de bis - In These Arms
Uma trilha sonora
Half Nelson
Faixa de bis -Can't You See
Bônus
Cantor - Thurston Moore
Disco - Demolished Thoughts
Faixa de bis - Benediction
domingo, 14 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Entrelinhas
01. Mujeres, amor y mentiras - Carmela Garcia
02. E as estrelas, quantas são? - Giulia Carcasi
03. Uma história de Deus - Karen Armstrong
04. Diário da Queda - Michel Laub
05. Doutor Pasavento - Enrique Vila-Matas
06. Os filmes da minha vida - Alberto Fuguet
07. Conversas com Woody Allen - Eric Lax
Foto: Wolney Fernandes
02. E as estrelas, quantas são? - Giulia Carcasi
03. Uma história de Deus - Karen Armstrong
04. Diário da Queda - Michel Laub
05. Doutor Pasavento - Enrique Vila-Matas
06. Os filmes da minha vida - Alberto Fuguet
07. Conversas com Woody Allen - Eric Lax
Foto: Wolney Fernandes
domingo, 7 de agosto de 2011
Há tanto tempo que te amo
Cinco atrizes francesas e meus filmes preferidos.
Audrey Tautou
Meu filme predileto: O fabuloso destino de Amélie Poulain
Marion Cotillard
Meu filme predileto: Piaf - Um Hino ao Amor
Julie Delpy
Meu filme predileto: Antes do Amanhecer
Juliette Binoche
Meu filme predileto: Cópia Fiel
Catherine Deneuve
Meu filme predileto: Indochina
sábado, 6 de agosto de 2011
Asas do Desejo
"Quando a criança era criança, andava balançando os braços. Desejava que o riacho fosse rio, que o rio fosse torrente e essa poça, o mar.
Quando a criança era criança, não sabia que era criança. Tudo era cheio de vida e a vida era uma só.
Quando a criança era criança, não tinha opinião, não tinha hábitos, sentava-se de pernas cruzadas, saía correndo, tinha um redemoinho no cabelo e não fazia poses para fotos."
Prólogo do filme "Asas do Desejo" (Wings of Desire, GER, 1987). Imagem capturada aqui.
Quando a criança era criança, não sabia que era criança. Tudo era cheio de vida e a vida era uma só.
Quando a criança era criança, não tinha opinião, não tinha hábitos, sentava-se de pernas cruzadas, saía correndo, tinha um redemoinho no cabelo e não fazia poses para fotos."
Prólogo do filme "Asas do Desejo" (Wings of Desire, GER, 1987). Imagem capturada aqui.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Asas para Voar
"Fratura tripla da coluna vertebral, fratura da cravícula, fratura de duas costelas, luxação do ombro esquerdo, tripla fratura da bacia, perfuração do abdômen e da vagina, 11 fraturas na perna direita e deslocamento do pé direito."
Texto: Diagnóstico de Frida Kahlo após o acidente de 1925.
Imagem do Diário de Frida Kahlo.
Texto: Diagnóstico de Frida Kahlo após o acidente de 1925.
Imagem do Diário de Frida Kahlo.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Vontades
Os olhos de Frida Kahlo caçoam das minhas arrumações e remendos de organização no quarto. Do lado de fora, a vida volta à sua apressada normalidade. Do lado de dentro, só essa vontade de silêncio que os meus lábios não pronunciam. Tudo parece bem ao final das contas. "Agosto não será difícil", repito pelos cantos dos meus últimos textos. Então, o que explica essa vontade louca de sair daqui?
Foto: Wolney Fernandes
Foto: Wolney Fernandes
sábado, 30 de julho de 2011
Registrar para existir?
Na última viagem que fiz, minha primeira promessa era não me deixar enforcar pela alça da câmera fotográfica. Segundo meu próprio direcionamento, o registro seria feito só depois de saborear cada pedacinho de vista, pessoa ou situação que perfumasse meus olhos. Tudo que eu queria era viver a experiência sem uma lente se interpondo entre mim e o fato vivenciado. Ainda assim, cerca de mil e duzentas(!) fotografias foi o saldo dos 15 dias que fiquei fora.
Para quê tudo isso? É sempre a pergunta que me faço ao descarregar as fotos no computador. Será que deixar de documentar minhas experiências e emoções fará com que eu me esqueça delas de forma mais rápida? E mais! Se não divulgar estes momentos em redes sociais, blogs e outras traquitanas por aí, eles deixam de existir?
Claro que a resposta é não, mas pelo andar da carruagem, me parece que tudo que não for registrado e divulgado desaparecerá de nossa memória. Aniversários, sorrisos, namoros, sessões de cinema, despedidas, desenhos rabiscados no caderninho, passeios, estranhamentos, bonitezas... ocasiões importantes que, por vezes, se transmutam em situações fugidias, pela necessidade de documentação.
Escrevo isso e a urgência desse tempo que vivemos me faz ter a sensação de que sou um velho saudosista sem a noção da revolução que as novas tecnologias fizeram no campo da imagem. No entanto, mesmo em dias como os nossos, é preciso pensar que a vida também acontece sem provas documentais.
Foto: Wolney Fernandes
Para quê tudo isso? É sempre a pergunta que me faço ao descarregar as fotos no computador. Será que deixar de documentar minhas experiências e emoções fará com que eu me esqueça delas de forma mais rápida? E mais! Se não divulgar estes momentos em redes sociais, blogs e outras traquitanas por aí, eles deixam de existir?
Claro que a resposta é não, mas pelo andar da carruagem, me parece que tudo que não for registrado e divulgado desaparecerá de nossa memória. Aniversários, sorrisos, namoros, sessões de cinema, despedidas, desenhos rabiscados no caderninho, passeios, estranhamentos, bonitezas... ocasiões importantes que, por vezes, se transmutam em situações fugidias, pela necessidade de documentação.
Escrevo isso e a urgência desse tempo que vivemos me faz ter a sensação de que sou um velho saudosista sem a noção da revolução que as novas tecnologias fizeram no campo da imagem. No entanto, mesmo em dias como os nossos, é preciso pensar que a vida também acontece sem provas documentais.
Foto: Wolney Fernandes
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Nesses dias...
1. Si ti Contara - Ibrahim Ferrer
2. Buildings & Mountains - The Republic Tigers
3. Nina - Chico Buarque
4. Rapture - Blondie
5. Mundo Abisal - Jorge Drexler
6. I've Got a Crush On You - Ella Fitzgerald
7. Price Tag - Jessie J. ft. B.O.B.
8. Chances Are - Garrett Hedlund
9. Moves like Jagger - Marron 5 ft. Christina Aguilera
10. Amazing - One Eskimo
Foto capturada em navegações por aí. Se alguém souber a autoria, é só gritar!
domingo, 24 de julho de 2011
Ynés e Ricardo
Quatro cartas de amor trocadas por dois amantes nos meses de janeiro e fevereiro de 1907. Ela, Ynés de la Torre, moradora de Puebla. Ele, Ricardo Farias, da Cidade do México. Juras de amor, pedidos de desculpa, gestos e palavras apaixonadas descritas em atravessamentos atemporais.
Caminhos desconhecidos fizeram estas cartas atravessarem um século inteiro para repousarem, agora, em sentidos variados que eu, por alguma razão, começo a [re]construir.
Foto: Wolney Fernandes
Caminhos desconhecidos fizeram estas cartas atravessarem um século inteiro para repousarem, agora, em sentidos variados que eu, por alguma razão, começo a [re]construir.
Foto: Wolney Fernandes
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Umbigo da Lua
Meu olhar de turista, desajustado, encontra repouso naquilo que é fugaz. Esse mesmo olhar, cansado das permanências, na maioria das vezes já não consegue brincar nos museus e nem ouvir com atenção as repetidas explicações pedagógicas dos guias diante dos grandes monumentos.
Em artimanhas imprecisas, meus olhos se iluminam em cantos, detalhes e texturas abandonadas, onde o tempo desenha marcas mutantes a cada nova mirada. Me interessa olhar para a vida que acontece pelas frestas do cotidiano e, tão só, me deixar surpreender.
A mulher no canto do metrô pinta com rímel os cílios já carregados de tinta. Os números do portão, desenhados à mão, delineam outros modos de escrita e a cor contrastante dos carros estacionados em direções opostas me roubam instantes de puro contentamento.
Foi assim nos dias que estive na Cidade do México. Por tantas vezes, marquei o mesmo trieiro só para ir [re]descobrindo nuances novas em lugares já visitados: o mercado da Ciudadela, a Casa da Frida Kahlo, a Feira de Antiguidades, as ruas da Zona Rosa...
As tardes em museus eu troquei por passeios de carrossel, as fotos dos grandes monumentos eu substituí por imagens dos engraxates e as cores que me tatuaram vieram das bandeirolas recortadas em papel de seda. Meu lugar de descanso era a sombra das laranjeiras plantadas em pátios desconhecidos.
Os estranhamentos, tão comuns em viagens do tipo, também fazem parte do aprendizado que os olhos me proporcionam. Cada cabelo cuidadosamente esculpido em gel ou aplique virava meu pescoço. O trânsito, terra sem lei, ressignificou a palavra "caos" e o Vale das Bonecas tornou real um passeio de encantamento. Os cheiros fortes fizeram meu estômago dar cambalhota por diversas vezes. A ardência da pimenta e o feijão no café da manhã tornaram meu paladar um tanto seletivo.
Sabores, cores, odores e amores remexidos eram refletidos em corações de lata que ornavam as portas das casas. Cravos vermelhos pelas esquinas deixaram meus olhos com aquela vontade de ficar mais um pouquinho para dançar em animadas festas descobertas nos becos da cidade.
Meu olhar de turista, mesmo depois da volta, parece refletir o brilho dos deslocamentos em nuances que a boca não consegue pronunciar. Como quem chega do "Umbigo da Lua", despido da armadura e vestido de [des]conhecimentos, o retorno mostra saudades e vontades que, em pulsação tranquila, podem desenhar realidades.
Fotos: Wolney Fernandes e Rosi Martins
Em artimanhas imprecisas, meus olhos se iluminam em cantos, detalhes e texturas abandonadas, onde o tempo desenha marcas mutantes a cada nova mirada. Me interessa olhar para a vida que acontece pelas frestas do cotidiano e, tão só, me deixar surpreender.
A mulher no canto do metrô pinta com rímel os cílios já carregados de tinta. Os números do portão, desenhados à mão, delineam outros modos de escrita e a cor contrastante dos carros estacionados em direções opostas me roubam instantes de puro contentamento.
Foi assim nos dias que estive na Cidade do México. Por tantas vezes, marquei o mesmo trieiro só para ir [re]descobrindo nuances novas em lugares já visitados: o mercado da Ciudadela, a Casa da Frida Kahlo, a Feira de Antiguidades, as ruas da Zona Rosa...
As tardes em museus eu troquei por passeios de carrossel, as fotos dos grandes monumentos eu substituí por imagens dos engraxates e as cores que me tatuaram vieram das bandeirolas recortadas em papel de seda. Meu lugar de descanso era a sombra das laranjeiras plantadas em pátios desconhecidos.
Os estranhamentos, tão comuns em viagens do tipo, também fazem parte do aprendizado que os olhos me proporcionam. Cada cabelo cuidadosamente esculpido em gel ou aplique virava meu pescoço. O trânsito, terra sem lei, ressignificou a palavra "caos" e o Vale das Bonecas tornou real um passeio de encantamento. Os cheiros fortes fizeram meu estômago dar cambalhota por diversas vezes. A ardência da pimenta e o feijão no café da manhã tornaram meu paladar um tanto seletivo.
Sabores, cores, odores e amores remexidos eram refletidos em corações de lata que ornavam as portas das casas. Cravos vermelhos pelas esquinas deixaram meus olhos com aquela vontade de ficar mais um pouquinho para dançar em animadas festas descobertas nos becos da cidade.
Meu olhar de turista, mesmo depois da volta, parece refletir o brilho dos deslocamentos em nuances que a boca não consegue pronunciar. Como quem chega do "Umbigo da Lua", despido da armadura e vestido de [des]conhecimentos, o retorno mostra saudades e vontades que, em pulsação tranquila, podem desenhar realidades.
Fotos: Wolney Fernandes e Rosi Martins
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Barcas de Xochimilco
Linda Rosita, Naomi Alejandra, Karla Margarita, Maria Fernanda, Linda Yoselin, Dulce Adriana, Sofia Karen, Karla Patrícia, Lupita Margarita, Chapis Conchita, Magali Consuelito, Linda Salomé, Dulce Maricruz, Paola Viridiana, Maria Teresita...
Foto: Wolney Fernandes
Foto: Wolney Fernandes
sábado, 16 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Zona Rosa
Segundo o guia da Cidade do México, a Zona Rosa é o triângulo perigoso da região. Desavisado, foi aqui que vim parar no desenho elaborado pela agência de viagem. Por aqui, menino com menino andam de mãos dadas, casais de meia idade trocam afetos no cantinho da estação e as namoradas, sentadas na beirinha da calçada, dizem juras de amor.
É por aqui também que famílias inteiras fazem fotos no "Monumento a la Independencia" em tardes de domingo. Em quase toda esquina, sem nenhum estranhamento, há uma Sex Shop dividindo parede com farmácias e restaurantes. As avenidas, cortadas ao meio por canteiros, têm o fluxo de trânsito em um mesmo sentido e imagens da Virgem de Guadalupe guardam as portas das casas noturnas.
Se há perigo, ainda não sei, ainda não vi... Só sei que de rosa não se pinta a palavra "perigo". Aqui, de rosa se pintam as fachadas e o algodão-doce do moço da esquina.
Fotos: Wolney Fernandes
É por aqui também que famílias inteiras fazem fotos no "Monumento a la Independencia" em tardes de domingo. Em quase toda esquina, sem nenhum estranhamento, há uma Sex Shop dividindo parede com farmácias e restaurantes. As avenidas, cortadas ao meio por canteiros, têm o fluxo de trânsito em um mesmo sentido e imagens da Virgem de Guadalupe guardam as portas das casas noturnas.
Se há perigo, ainda não sei, ainda não vi... Só sei que de rosa não se pinta a palavra "perigo". Aqui, de rosa se pintam as fachadas e o algodão-doce do moço da esquina.
Fotos: Wolney Fernandes
domingo, 10 de julho de 2011
Trindade Mexicana
A Trindade que rege a Cidade do México é formada por três figuras femininas:
Catrina
Frida Kahlo
Virgem de Guadalupe
Catrina
Frida Kahlo
Virgem de Guadalupe
sábado, 9 de julho de 2011
Olhar embriagado
Depois da esquina, na barraquinha do engraxate, homens e mulheres interrompem seus itinerários diários para fazer os sapatos reluzirem o embaraçado da cidade. Engraxar e lustrar sapatos por aqui é lei. No banheiro do hotel, parecendo um inciso silencioso deste código, há entre os sabonetes e xampus, uma pomada para tal operação. Meu tênis, desenchavido, parece me lembrar que o ideal seria andar pelas ruas com sapato de couro reluzente.
Na banca para cortar cabelo, há dezenas de cortes-modelo dispostos em fotos coladas uma ao lado da outra. Cliente chega, escolhe o corte pela foto e sai alinhado a caminhar entre as buzinas que cruzam as ruas caóticas da Cidade de México. Na viela antes do metrô, o sex-shop é vizinho das barracas com comidas variadas de cores contrastantes, cheiros inconfundíveis e gostos desconhecidos. No metrô, enquanto a personagem de uma novela mexicana embebe os cílios com rímel preto, uma senhora mendiga, canta dolorosamente as dores de uma vida de privações.
Os policiais, verdadeiros bufões, empertigados em cima de caixotes, olham de cima o casal de namoradas em demonstrações públicas de afeto. Se há funcionários marchando pelos corredores do aeroporto [um! dois! um! dois! um...), há também os dançarinos que enfeitam as fachadas de salsa e merengue das casas noturnas da Zona Rosa. Os mariachis, de terno e gravata, embalam almoços de final de tarde com canções de amor que desenham os dramas de um povo muito acolhedor.
Vista de cima, o traçado cartesiano das ruas pode até esconder o embaraçado e o colorido da cidade. Porém, bastam dois dias para que as cores, situações e pessoas de contrastes variados, surjam em generosas doses que embriagam o olhar. Dame otro tequila, por favor!
Fotos: Wolney Fernandes
Na banca para cortar cabelo, há dezenas de cortes-modelo dispostos em fotos coladas uma ao lado da outra. Cliente chega, escolhe o corte pela foto e sai alinhado a caminhar entre as buzinas que cruzam as ruas caóticas da Cidade de México. Na viela antes do metrô, o sex-shop é vizinho das barracas com comidas variadas de cores contrastantes, cheiros inconfundíveis e gostos desconhecidos. No metrô, enquanto a personagem de uma novela mexicana embebe os cílios com rímel preto, uma senhora mendiga, canta dolorosamente as dores de uma vida de privações.
Os policiais, verdadeiros bufões, empertigados em cima de caixotes, olham de cima o casal de namoradas em demonstrações públicas de afeto. Se há funcionários marchando pelos corredores do aeroporto [um! dois! um! dois! um...), há também os dançarinos que enfeitam as fachadas de salsa e merengue das casas noturnas da Zona Rosa. Os mariachis, de terno e gravata, embalam almoços de final de tarde com canções de amor que desenham os dramas de um povo muito acolhedor.
Vista de cima, o traçado cartesiano das ruas pode até esconder o embaraçado e o colorido da cidade. Porém, bastam dois dias para que as cores, situações e pessoas de contrastes variados, surjam em generosas doses que embriagam o olhar. Dame otro tequila, por favor!
Fotos: Wolney Fernandes
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Baladas de Amor
1. You and Me - Penny & The Quarters
Darren apresenta a música que vai embalar seu romance com Cindy em uma cena do visceral "Namorados para Sempre" (Blue Valentine, 2010). A música é da década de 70, embora ninguém saiba dizer com exatidão o ano em que foi gravada. A banda, Penny & The Quarters, era formada por adolescentes e nunca conseguiu um contrato com uma gravadora.
2. Come Here - Kathy Bloom
O filme é "Antes do Amanhecer" (Before Sunrise, 1995) quando os desconhecidos Jéssie e Celine decidem passear juntos por Viena na última noite antes de cada um embarcar para seu país de origem. A música acompanha os dois em uma das melhores cenas do filme e a voz triste de Kathy Bloom coloca melodia onde já existe cumplicidade.
3. If You Want Me - Marketa Iglova & Glen Hansard
Embora a música principal do filme "Apenas uma vez" (Once, 2006) seja "Falling Slowly" (Oscar de melhor canção original em 2008), meu destaque vai para esta balada intimista que também faz parte da trilha. O romance entre um músico de rua e uma vendedora ambulante vividos pela dupla de cantores é um dos mais poéticos do cinema Irlandês.
4. Fair - Remy Zero
"Hora de Voltar" (Garden State, 2004) é um filme sobre retornos e fala dos redescobrimentos que a volta pra casa pode proporcionar. A relação das personagens de Natalie Portman e Zach Braff toma contornos inesquecívies em uma cena em que ela dança à beira de uma lareira embalada pela belíssima música de Remy Zero. Simples como a vida deve ser.
Imagens capturadas aqui, aqui, aqui e aqui.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Mundo incorreto
Chiclete com sabor de tutti-frutti, cueca só "de perninha" e cinema toda semana. Cena de filme no desktop do computador, cabelos brancos prateando as vistas e dezessete e-mails para responder. Sono à tarde e insônia na madrugada, doces revelando geografias desconhecidas. "Agora" disfarçado de "depois", guarda-chuvas revirados em águas paradas. Trilha sonora sem regras ou estilos específicos, pedra nos rins e livros de arte e de sebo amontoados pelo quarto. Preguiças ao gosto de Manoel de Barros, azedume para lidar com carro e passos de dança cada vez mais pesados. Desenhos e sabores de um mundo incorreto que, aos poucos, me tiram as brisas do parque.
Foto: Wolney Fernandes
Foto: Wolney Fernandes
segunda-feira, 20 de junho de 2011
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