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sábado, 9 de agosto de 2008

Antes que termine o dia

O Filme:
Antes que termine o dia (If Only, Inglaterra, 2004)

Grande questão:
Diante da perda, uma segunda chance nos dá a possibilidade de mudar o destino?

Detalhes preciosos:
1. Os detalhes das cenas iniciais que vão se repetindo de maneira diferente pelo restante do filme;
2. O sotaque britânico do protagonista;
3. A delicada conversa com uma criança na aula de violino ministrada pela protagonista.

Frase:
"Um dia... Algum dia... É agora!"

Música:
Take my heart back - Jennifer Love Hewitt

Cena que adoro:
A declaração de amor feita na chuva. Clique aqui para ver.

13 de julho de 2008

Noite de Sexta

Itens para a noite de sexta:
- Frio de 11º em Goiânia
- Preguiça
- Moleton
- Sopa quentinha
- Meia
- Filme
- Supérfluos perecíveis

12 de julho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Eu, etiqueta

"Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro."

Carlos Drummond de Andrade

10 de julho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Festa dos Doces

Manhãs sem nuvens revelam o céu de azul intenso. O vento frio trazido pelas águas do Rio do Peixe fazem do mês de julho em Lagolândia o melhor do ano inteiro. As festas se espalham por toda a região fazendo a rotina pacada da cidadezinha se transformar.

Nesta ocasião começa a movimentação para a maior celebração feita na cidade. A Festa do Divino ou Festa dos Doces reúne tradição e religiosidade em torno de preparativos para três dias com muitos doces, bolos e rezas. Três festeiros - um imperador, uma rainha e um rei - são escolhidos um ano antes para comandarem a urdidura dos festejos. As fogueiras construídas em louvor ao Divino Pai Eterno, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito são queimadas ao lado do “ranchão” onde o arrasta-pé só termina na madrugada.

Em minhas memórias de menino, tudo convergia para estes dias de fartura e alegrias onde laranjas e mamões eram transformadas em doces, distribuídos de graça, para os que moram ali e para os que chegam pra celebrar junto. O mês de julho é o mês eleito para comprar roupa e sapatos novos. Dias com cheiro de bolos e biscoitos feitos no forno à lenha e colocado em latas para esperar as visitas que chegam da cidade grande.

As alvoradas nos dias da novena acordavam a gente às 4 horas da manhã com fogos e cantos típicos do Divino. O frio da madrugada era tanto que saíamos enrolados em cobertores para acompanhar o grupo que rezava, mas também fazia serenatas pela cidade afora até chegar na casa do festeiro pra tomar um café da manhã acompanhado de um forró "sanfonado" que só terminava com o nascer do sol.

Sagrado e o profano se misturam até hoje para alegrar a vida da cidadela. Mesmo há 11 anos distante desta preparação deliciosa, fecho os olhos e consigo ouvir a bandinha tocando marchinhas em frente a Igreja: panpanranran panpan raran panpanranran panpan raran...

10 de Julho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

10+ da Semana

01. Bambino - Elza Soares
02. The call - Regina Spektor
03. Trilhas - Guilherme Arantes
04. How To Save - The Fray
05. Mais simples - Zizi Possi
06. Forever Young - Youth Group
07. Under the Wave - Peter Droge
08. Samba de amor e ódio - Roberta Sá
09. Viva La Vida - Coldplay
10. Coisas pequenas - Madredeus

08 de Julho de 2008
Imagem capturada em http://www.tapedeck.org/index.php

Um Dia...

"Um dia... Algum dia... É agora."

Do filme "Antes que termine o dia".

06 de Julho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Deusas e Serpentes

Meu cotidiano anda recheado de lendas com serpentes e mulheres.

05 de Julho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Divina Elza

Do alto dos seus 70 anos, com aquela voz que rasga o ar, Elza Soares incendiou o Teatro Rio Vermelho nesta sexta-feira. No show "Beba-me" ela reinventou alguns dos maiores sambas de sua longa carreira.

Elza tem uma presença em palco fantástica, uma voz única e um carisma que atravessou décadas sem oscilação. O show começou à capella com “Meu guri”, tornou-se dançante nos (excelentes) sambas e surpreendeu na lindíssima “Pranto livre” onde a cantora prescindiu do microfone (Imagina isso? Se não, veja o vídeo abaixo).

Em determinado momento, ela faz de “Lata d´água” a história de vida dela própria, substituindo na letra da música a palavra "Maria" por "Elza" e com "Rap da felicidade" o teatro transformou-se numa enorme festa. Ninguém conseguiu ficar sentado e todo mundo correu pra perto do palco pra cantar e sambar juntos dessa deusa da música brasileira.

De arrasar!

04 de Julho de 2008
Imagem: Ingresso do Show

Monólogo no Elevador

Mexo no meu iPod enquanto a porta do elevador se abre e as duas entram invadindo minha busca solitária por uma música menos dançante depois da caminhada. Percebo os contrastes logo de cara: a mais alta tem cabelos longos com mechas douradas alisadas artificialmente. O corpo esculturalmente moldado se ajusta numa calça jeans com corte bem moderno. O decote deixa à mostra seios fartos e bem firmes para uma mulher de mais ou menos 45 anos. A amiga, quase da mesma idade, tem os cabelos castanhos presos numa presilha bem gasta. O vestido com flores bem miudinhas esconde o corpo de pele branca.
Entram conversando no elevador e praticamente ignoram minha presença:
- Eu por exemplo, namoro com um médico. Você já me viu com ele aqui no prédio. Um careca... moreno - Diz a loira à amiga que faz um movimento de consentimento com a cabeça.
- Pois é. Ele tem família. A esposa é uma estérica. Mas os filhos todos sabem que ele fica aqui comigo.
A amiga morena arregá-la os olhos. Olha para a amiga e para mim. Eu finjo que estou absorto ouvindo a música escolhida.
- Estamos juntos há 5 anos. Mas ele não é minha alma gêmea, não! - Desta vez ela olha pra mim e procura confirmação - Você não acha? Se ele fosse minha outra metade já teria tomado alguma atitude.
Antes que eu possa esboçar qualquer reação a porta do elevador se abre e as duas saem pelo corredor. A loira ainda falando: Sou eu quem tenho que tomar uma atitude! Eu que sou a boba da situação e...
A porta do elevador se fecha e eu sigo pro décimo andar sem conseguir me decidir por uma música que realmente valha a pena escutar depois daquele monólogo do elevador.

04 de julho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Cavalos de Lápis de Cor

Em 1991 (e lá se vão 17 anos) os cavalos eu eu desenhava eram pintados com lápis de cor.Saudade das tardes em meu quarto, quando passava horas debruçado na janela para apontar cada lápis (da caixa com 36) com o capricho, a alegria e a certeza de quem vai mudar a rotina pacata de Lagolândia apenas traçando riscos no papel em branco.

30 de Junho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Prelúdio da Suite nº 1

Sempre que ouço o prelúdio da Suíte nº 1 de Bach sinto algo no meu mundo interior mudar. A peça barroca, que faz parte de um conjunto de 6 suítes para violoncelo compostas em 1720 não pode solicitar nenhuma outra coisa de quem a ouve, a não ser a mais absoluta entrega. Trata-se, a meu ver (quem me vê falando assim até pensa que entendo de música...) de uma melodia profundamente emocional que inspira uma expressão altamente pessoal. Talvez por isso gosto de ouvi-la à noite, em minhas madrugadas de insônia quando a cidade se esconde sob o véu do silêncio. É como se numa sutil hipnose, os movimentos sonoros e contínuos fossem me conduzindo a um estado de harmonia perfeita. Nela, minha alma repousa tranqüila e serena. É nela que quero ficar pra sempre.



30 de Junho de 2008
Imagem capturada em http://www.musicassociatesofamerica.com/news/bachweimar.html

Sem Título

"O segredo é não correr atrás das borboletas...é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

Mário Quintana (será?!)

30 de junho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Peixe do Sul

Nestor é um peixe dourado,
todo bordado,
que veio lá do sul
e já foi batizado.

Agora somos quatro neste quarto do 1005: Eu, a moça com fita amarela no cabelo, o Wood e o Nestor.

Peixe: Cristian Mossi
Imagem: Wolney Fernandes

Wall-E

Wall-E talvez seja o personagem mais adorável que o cinema já criou até hoje. O protagonista do novo filme da Pixar é um robô que foi enviado à Terra para tentar limpar o planeta do lixo tóxico que ameaçou a humanidade e fez o local ser abandonado aos poucos. A solidão fez dele um ser único, quase humano, especialmente por suas expressões tristes e personalidade marcante.

Sua rotina é assolada pela chegada de Eva, uma robô muito evoluída que vem ao planeta em busca de sinais vegetais. Daí o filme dá uma guinada e se transforma em um romance tão doce e ingênuo que não há como não se encantar.

A novidade é que grande parte da trama é explicada por meio de imagens, sem diálogos. Mesmo com o uso econômico das palavras, o filme consegue emocionar e fazer rir. As cenas com a barata de estimação de Wall-E são as melhores e, como sempre, há referências "pop" espalhadas por toda a película.

O mais surpreendente, no entanto, é que algo tão essencialmente humano quanto o afeto tenha de ser reensinado aos humanos da história pelo robozinho. Entre no cinema, se ajeite na poltrona e deixe-se levar pela fantasia que só a animação é capaz de nos proporcionar.

No youtube há um monte de mini-vídeos que mostram Wall-E em situações muito engraçadas. Vai aí uma amostra grátis. Divirtam-se!



27 de junho de 2008

Os três Lados

Ilustração para capa de livro.

27 de Junho de 2008.

Um Haroldo pra mim

Depois da qualificação do mestrado, estou com livros e mais livros pra ler e resenhar. Tudo o que eu precisava era ter um Haroldo e a cara-de-pau do Calvin numa hora destas.

Efeitos de Inverno

Acho que esses primeiros dias de inverno tiveram seu efeito - Primeiro, uma brisa inédita que leva as folhas para longe e me obriga a diminuir o passo da caminhada no entorno do lago do Bosque dos Buritis só pra sentir o borrifo da água que vem da fonte central. Segundo, ficar dentro de casa, vagueando entre a Sessão da Tarde, ilustrações, filmes e canções.

26 de Junho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Antes do Amanhecer

O Filme:
Antes do Amanhecer (Before Sunrise, EUA/ÁUSTRIA/SUÍÇA, 1995)

Grande questão:
Quais as possibilidades reais dentro de um encontro casual?

Detalhes preciosos:
1. Os diálogos muito espontâneos sobre questões, ora profundas e ora banais;
2. O poema que eles recebem às margens do Rio Danúbio;
3. A beleza de Viena e dos lugares que não estão incluídos nos roteiros turísticos.

Frase:
"Se existe algum tipo de mágica nesse mundo, deve estar na tentativa de entender alguém compartilhando alguma coisa. É quase impossível conseguir, mas quem se importa? A resposta está na tentativa."

Música:
Come Here - Kath Bloom

Cena que adoro:
O casal de protagonistas na cabine da loja de discos. Clique aqui para ver.

26 de junho de 2008

Objetos Disfarçados

Shhhhhhhh..... Não contem pra ninguém!
Hoje eu descobri que os objetos que vivem comigo no dia-a-dia são, na verdade, seres disfarçados. Espiem só!

A chave do apartamento é o Sheik de Agadir.


Juntos, a bolsinha e o fone do iPod, são partes de um "Sapo interplanetário"


O pen-drive é um soldado da Guarda Britânica que envia meus dados para o palácio da Rainha.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Para pedir Bis!

01. Fair - Remy Zero
02. Crazy - DJ MC Fear
03. Veja bem meu bem - Ney Matogrosso
04. Become - The Goo Goo Dolls
05. O Velho Francisco - Mônica Salmaso

26 de Junho de 2008
Imagem capturada em http://www.tapedeck.org/index.php

Mandala da Rede Celebra




Virações de uma mandala criada para a Rede Celebra.

A Casa do Senhor

Hoje eu descobri onde Deus mora dentro de mim. Dei uma passada por lá e vi que estava tudo imundo. Nem um cantinho decente. E Ele deve dormir em um destes cantos de um jeito desconfortável. Deu dó. De que adianta ser Deus se a sua casa fica dentro de um coração esquecido?

23 de Junho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Sou do meio do mundo*

Sou do meio do mundo
nem do fim
nem do começo
apenas do meio
Me acostumei nesta vida
adentrar na alma de rios e riachos
Sou pano de lavadeira
Machado cego de roçador
Sou comida, sou quitanda
Sou ladainha de rezadeira
No meio do cerrado
me juntei com um bando de araras
que no seu canto
me anunciaram que também eram do meio
Sou tambozeiro de folia
lágrima de carpideira
Sou do meio do mundo
Onde a brisa é quente e a fé é forte
aprendi no canto do meu povo
a ser do meio
para compreender que a metade de tudo o que sou
é que me faz ser inteiro.

(*) Retirado do CD Engenho Novo do Coral Araras Grandes. Faixa 4

20 de Junho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Conversa de gente pequena

Uma escada, uma conversa entre dois meninos e a sombra de um poste compõem essa fotografia que eu tirei ainda na época da faculdade. Como um arqueólogo, ando 'escavando' e revirando meus trabalhos para encher as paredes do meu apartamento com meus traços, cores e olhares.

19 de Junho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Coração Sagrado

Uma caixa de presente com rosas vermelhas recebem um coração sagrado.

18 de Junho de 2008
Imagem: Wolney Fernandes

Viva la Vida!

Querida Sofia!
Estranhei teu silêncio por ocasião do meu aniversário. Nenhuma imagem ou palavra pra dizer que estava viva (pelo menos). Eu sei, terça-feira nunca foi teu dia preferido e por isso, vou aceitar como desculpa sua rotina um tanto dolorosa que sempre culmina numa falta de inspiração para escritas ensolaradas.

Escrevo para dizer que no último dia 17, a amizade foi o tema que figurou na minha festa improvisada com pamonha, pizza e torta de chocolate. Combinação incomum para uma noite de terça. Da amiga gripada que apareceu pra dar um abraço gostoso, da mensagem no celular de quem eu não vejo há anos, do grupo de sempre que trouxe pizza e risos de épocas passadas pelo setor universitário.

Sim, eu sei, talvez o mais difícil, seja falar do óbvio. Algo que para mim tornou-se quase institucional, como amor de mãe, carinho irrevogável pela minha irmã. E usei de referencias familiares não foi à toa: penso em mim e em meus amigos segundo aquele velho clichê "como a família que pude escolher". As amizades que cultivo são assim... parecem que já nasceram comigo.

Engraçado que nem lembro mais como tudo começou - aquele momento que deixei de ser mero conhecido. Não lembro quando saía com os amigos para fazer absolutamente nada e foi tão divertido quanto os dias que realmente havia algo grande para se fazer. Quando começei a dividir problemas, trocar soluções, substituir neuroses. Quando me tornei tão previsível nos gestos e ações que apenas um olhar bastava para transmitir o que queria dizer. E o legal que o sentimento sempre foi recíproco, suportou tantas formas de desentendimento e desencontros.

Os amigos do dia 17 são aqueles que podemos ficar meses sem nos ver, só naquele insonso contato telepático ou internético que, no reencontro, é como nem tivéssemos nos despedido. Mesmo distante de todos e mesmo privado de um contato diário constante há certezas que me acompanham.

A certeza de ter para onde correr caso algo dê errado e ser recebido com conselhos certeiros; a certeza de ter com quem comemorar nas grandes vitórias, para compartilhá-la sem a preocupação de segundas ou terceiras intenções debaixo de um sorriso.

Por isso, Sofia, quando as coisas parecerem confusas ou somente desinteressantes por aí, não tenha vergonha de se fiar em nós. Digo isso pessoalmente, mas é algo que suspeito que se aplique a todos.

Me despeço ao som do novo CD do Coldplay que a Gardene me deu de presente. Talvez não haja melhor jeito de me despedir depois da celebração de mais um aniversário: Viva la vida!Beijos juninos!

Em tempo: Sim. O novo CD do Coldplay tem o mesmo nome daquele quadro da Frida Kahlo que você adora.

18 de Junho de 2008
Imagem: Capa do CD do Coldplay

Neblina e Desejos

O dia chegou com neblina, mas uma lista de coisas boas postadas no meu orkut fez o sol aparecer:

*flores e pássaros que vc nunca tenha visto antes;
*uma surpresa no final da tarde (ou bem no início de uma manhã de sol);
*muitas manhãs de sol;
*tardes com edredom, pipoca, filme e chuva;
*doce de leite com côco depois do almoço;
*sorrisos encantadores;
*uma caixa de 72 cores de lápis-de-cor (aquelas que têm andares);
*banhos e mais banhos de cascata;
*amigos divertidos e verdadeiros;
*cheirinho de lavanda e sálvia;
*idéias intermináveis.

17 de Junho de 2008
Imagem: Cristian Mossi

First Day of my Life

Não há como não se encantar.
É o triunfo de minha alma romântica frente às minhas dualidades!
Sucumbo a ela sem medos e me coloco neste mesmo sofá do vídeo com fone nos ouvidos. Quem estará ao meu lado?

Galinhas da Terra

Galinhas desenhadas com tinta feita com terra. Estas a Rosi trouxe pra mim do Vale do Jequitinhonha.

15 de Junho de 2008

Prova de Integração Social

E lá se vão 27 anos.