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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira


Depois de assistir ao ótimo "Ensaio sobre a Cegueira" vasculhei a internet a procura de informações e críticas sobre o último filme de Fernando Meirelles. Este texto é para dizer que o filme é primoroso e para mostrar parte de minha pesquisa. Aproveitem!

01. Um diário de produção (blogdeblindess.blogspot.com) escrito pelo próprio Fernando Meireles com preciosas reflexões como esta que reproduzo abaixo:

"A primeira imagem que me veio ao ler o “Ensaio Sobre a Cegueira” foi a da nossa civilização como uma complexa estrutura, como aquelas que se formam ao acaso no jogo de pega-varetas. De repente, uma vareta é retirada (a visão) e a estrutura toda desaba. Me interessei por esta história porque ela expõe a fragilidade desta civilização que consideramos tão sólida. Em nossa sociedade, os limites do que achamos que é civilizado são rompidos cotidianamente, mas parece que não nos damos conta, a barbárie está instalada e não vemos ou não queremos ver. Para mim, era sobre isso o livro. A metáfora da cegueira branca ilustra nossa falta de visão. “Eu não acho que ficamos cegos”, diz um personagem. “Acho que somos cegos. Cegos que podem ver, mas não vêem”. Por quanto sofrimento precisamos passar para que consigamos abrir os olhos e ver? Essa foi a primeira questão que me coloquei ao fechar a última página."

02. A ótima crítica do Pablo Villaça no site Cinema em Cena.

03. Um vídeo que mostra diretor e atores falando sobre o filme:



04. Uma frase sussurrada no meu ouvido durante a projeção do filme: "O filme mostra a humanidade guiada por uma mulher".

Imagem capturada em http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7284&id_filme=6078&aba=critica

Noite de Quinta

Escutei o barulho da chuva no exato momento que apertei o "power" no controle remoto da TV. Bastou os pingos ressoarem no vidro da janela pra eu mudar meus planos.

Voltei para o meu quarto, peguei o livro que há tempos estava namorando e, sentado na cadeira perto da janela, comecei a leitura saboreando o último pedaço de chocolate branco que sobrou da sessão de cinema.

Vinte páginas depois fui levado pelo canto da chuva.

Imagem: Wolney Fernandes

Ambiente somos nós

Ilustração para a capa da Revista Viração

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Busca

Resolvi empreender uma busca por aquilo que me mantém preso. Que me impede de ter o que eu mereço. Sim, sinto-me preso em minhas desculpas, em um círculo vicioso de verbos e adjetivos que eu sempre usei como escudo. As mentiras contadas para acalentar o mundo que me cerca me fazem sempre repetir a mesma história. Talvez na tentantiva de voltar a ser criança e, assim, fazer uma rebelião contra a versão de menino obediente, inteligente, correto e educado construída ao meu redor.

Procuro, abro livros velhos, vasculho bolsos e derrubo armários. Penso nos locais onde estive e em qualquer gaveta onde pudesse ter esquecido minhas vontades para que elas diminuam o abismo que separa quem sou daquele que finjo ser para os outros.

Encontro montes de rascunhos, esboços de sonhos inacabados e um bilhete escrito em letra bem desenhada: "Escolher o certo é escolher aquilo que você quer. Escolher o certo é saber o que te deixa mais feliz."

Leio repetidas vezes o que está escrito e acompanho com o olhar cada rascunho num tempo suficiente pra perceber que a sensação agridoce foi deixada para trás. É preciso entregar ao mundo a verdade sobre mim mesmo, sem medo das consequências. Olho novamente os desenhos e encontro, escondidos, leiautes bem finalizados e talvez sejam eles que despertam em mim a vontade de abrir a janela e enfrentar o vento que pode entrar no quarto. Afinal, não quero mais escudos e nem espelhos que mintam para mim. De toda forma, acho que mereço a verdade...

Imagem: Wolney Fernandes

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

I really want you

Instigante, inovador e sem cortes aparentes.
Belíssima metáfora para a corrida do tempo.
Aqui, o destino não quebra ou desfaz o sentimento que me move.
"I really want you".

terça-feira, 23 de setembro de 2008

De tudo um pouco

01. Honey Honey - Amanda Seyfried
02. Today's the day - Aimee Mann
03. Amado - Vanessa da Mata
04. O preço - Engenheiros do Hawaií
05. Beat goes on - Madonna
06. Apologize - Timbaland feat. One Republic
07. Por toda minha vida - Elis Regina e Tom Jobim
08. Mais alguém - Roberta Sá
09. Bambu - Miguel Bosé e Ricky Martin
10. Pranto Livre - Elza Soares

Imagem capturada em http://www.tapedeck.org/index.php

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

É sempre assim...

É sempre assim... de repente me dou conta de minhas fragilidades e, então, todas as vontades de mudança passam pelo meu corpo.

Gostaria de ser mais coragem e menos medo, mais ousadia e menos covardia, mais eu e menos os outros. Afinal, tenho a idade de todos os sonhos que já vivi, de todos os amores que já senti, de todos os projetos aos quais já me entreguei, de todos os caminhos por onde andei. Minha alma tem o tamanho e a intensidade de todas as emoções que já enfrentei, e até daquelas que por medo ou insegurança me afastei.

É sempre assim... tenho a consciência, mas ela não me move com a desenvoltura desejada.
Mas e se de repente eu mudo alguma coisa de lugar e me arrisco?

Imagem: Wolney Fernandes

Caçador de Mim

"Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim.
Doce ou atroz, manso ou feroz, eu Caçador de Mim"
Milton Nascimento
Imagem: Wolney Fernandes

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Da chegada da primavera

Ali, bem no meio do calor seco de setembro, um dia você abre a janela e sente uma brisa fresquinha. O céu, antes azul, limpinho de nuvens e varrido como terreiro de chão batido agora se mostra todo movimento. Natureza prenha de vidas prestes a explodir.

Pelas ruas, o aroma dos cajus e o brilho fosco das jabuticabas caminham ao seu lado. Então, na beleza de um milagre cotidiano, você começa a enxergar os flamboyants se acenderem com os primeiros pingos de chuva. Águas anunciando que dali em diante estarão no comando do tempo.

Quando estes sinais inebriarem teus sentidos como cheiro de terra molhada é porque a primavera chegou no cerrado.

Foto: Wolney Fernandes

Gráfica Constelação

Os pontos de tinta impressos no papel pelos traços de meus desenhos acabaram formando uma constelação gráfica. Na posição de criador de minhas próprias estrelas, eu a batizei de Constelação Domitila.

Imagem: Wolney Fernandes

Esvaziamento

Assim, de supetão, fui acometido por um esvaziamento. O que culminou com a minha presença inerte frente ao computador por quase duas horas, vazio e sem idéias. Caminhei até a janela. O céu me engoliu com sua não-cor por onde nuvens bailarinas de um balé despreocupado e invertebrado se arrastavam suaves, ao acaso.

Nuvens são passatempos dos ventos que com elas brincam. Encobrem o sol em brasa, suicidas, para então serem derretidas. São instantes caprichosos e únicos em toda eternidade, que não ficam mais uma hora, às vezes nem mais um minuto, para que possamos admirá-las.

Mas da janela do décimo andar, eu quase podia tocá-as. Quase podia sentir o cheiro doce, quente e seco no instante em que estiquei os braços um tanto acanhado para tentar tocá-las. Tão perto e tão longe. Jamais saberei explicar o que me preencheu de modo pueril e o que me fez voltar para a realidade naquele instante.

Sei que preferi descer, sentar de novo em frente ao computador e apreciar ao longe o espetáculo que não poderia ser apenas meu.

Imagem: Wolney Fernandes

Chavela Vargas

Imagem e voz de Chavela Vargas cantando La Llorona. Força igual não há!
A vontade é sair rasgando a voz pela vida afora repetindo: "Yo soy como el chile verde, Llorona, picante pero sabroso."

Peixe estampado

Estampa que um dia foi rabisco.

Postal da Felicidade

"Acho que sou feliz
Eu quero tudo o que tenho
Só desejo o que posso
E sou da minha idade
Será isso a tal felicidade?"

Climério Ferreira

Imagem: Wolney Fernandes - Arte sobre postais antigos

Dois em um

Dual – do latim duale. 1. Composto de duas partes. 2. Relativo a dois.

Gêmeos – 1. a terceira constelação do zodíaco, situada no hemisfério norte, a 7h de ascensão reta e 2º de declinação norte. 2. O terceiro signo do zodíaco, relativo aos que nascem entre 21 de maio e 20 de junho.

Volátil por natureza
Santo e Pecador
Doce e azedo
Puritano e pervertido
Falso e verdadeiro
Criança e adulto
Positivo e negativo
Calmo e nervoso
Sério e brincalhão
Bobo e perspicaz
Camaleão que sofre de excesso de imaginação.

Imagem capturada em http://papelpobre.blogspot.com/

Anjos na cozinha

Anjinhos da lata de biscoito.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sonhador de segunda

Querida Sofia,

Ando com uma sensação de que coisas estão acontecendo em sequência. Uma percepção de que fatos se encadeiam e preparam um grande acontecimento. Como uma teoria da conspiração dos sentimentos. Desenfreados e ofegantes como sonhos recheados de realidade. Um se misturando ao outro.

Só você entende as vias tortuosas da minha alma paradoxal e sabe que para mim, sonhar é uma coisa séria. O Freud, o Jung, os astecas, os gregos e troianos, todo mundo já se maravilhou, interpretou, se surpreendeu ou tentou entender essa coisa de dormir e sonhar. Mas aqui eu falo daqueles sonhos que se sonha de olhos abertos, em pleno dia, em momentos especiais. Não sei bem a razão, mas já reparou como esses não recebem tanta atenção como os primeiros e, ao contrário, são por vezes considerados sonhos de segunda?

Você, assim como eu, deve ter ouvido muitos "seja mais pé no chão", "menos, Sofia... menos!" e outros apelos ou chamados para a (sempre) tão dura realidade. Hoje entendo que sou "sonhador de segunda", daqueles que as pessoas desenvolvem um misto de admiração e pena, porque se julgam melhores por lidar com a vida real, como se o concreto as confortasse. Infelizmente elas preferem ficar do lado de lá do palco. Lá onde os papéis são mais dolorosos, onde não há faz de conta nem trocas de papéis. Lá onde as falas se perdem, onde os diálogos não são compreendidos em toda sua importância, onde os mortos não se levantam e agradecem aos aplausos no final, sem momentos intrépidos, sem iluminação especial, apenas um sol e uma lua que já não são suficientes. Lá onde a realidade reina absoluta. Lá onde eu não quero estar.

Eu não quero esquecer meus próprios quereres, e nem procurar soluções rápidas para uma vida sem sentido. Desejo olhar para meus próprios sonhos e não me assustar ou fingir que não os vejo. Quero rir com eles e de olhos e coração arregalados experimentá-los como gosto de baba de moça, brigadeiro e jujuba.

Sinceramente não quero mais usar o futuro como pauta para minhas proposições oníricas, uma vez que elas já permeiam minha realidade como perfume de alfazema e jasmins. Sim! Os sinais são muito evidentes, pois todos os meus sentidos começam a fazer sentido. Dá pra ter esperança se eu entender esperança como o fio que alinhava meus sonhos à minha realidade. Uma costura possível de se fazer.

Beijos daqui das nuvens para você!

P.S.: A imagem desta carta é a capa do novo livro que ganhei hoje. Temos lido juntos (um para o outro) nos finais das tardes de domingo sentados no parque. Os livros infantis nos entrelaçam em cores variadas, revelando almas infantes e particularidades que transformam os olhos em conchas translúcidas de matizes incompreensíveis. Crianças sonhadoras percorrendo a imensidão dos campos de aveia.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vaca Bailarina

Para que serve uma vaca bailarina?
Para sair do coração dançando.
Para estampar um peito aberto.
Para iluminar um sorriso.
Para marcar 1440 horas.

Imagem: Wolney Fernandes

sábado, 13 de setembro de 2008

Má Educação


O Filme:
Má Educação (La Mala Educación, Espanha, 2004)

Grande questão:
Vivemos em um mundo que nos ensina a mentir?

Detalhes preciosos:
1. Os créditos de abertura;
2. O jogo de sedução à beira da piscina.
3. A maneira como o roteiro vai se desdobrando em camadas narrativas que ora se sobrepõem e ora se misturam;

Frase:
"- Por minha culpa.
- Por tua culpa.
- Por minha tão grande culpa!
- Por tua tão grande culpa!"

Música:
Moon River - Pedro José Sánchez Martínez

Cena que adoro:
Gael Garcia Bernal travestido de Sara Montiel cantando "Quizás, Quizás, Quizás". Clique aqui para ver.

Como se tornar Filho de Deus?

E existe receita para isso?

Imagem: Panfletos da Décima Terceira Igreja Presbiteriana Renovada de Goiânia (Ninguém merece!)

Retrato estampado

Estampa que um dia foi o sonho de um retrato.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Riscos de peixe

Rabiscos que sonham tornar-se estampa.

Olhares

"Nós só vemos aquilo que somos. Ingênuos, pensamos que os olhos são puros, dignos de confiança, que eles realmente vêem as coisas tais como elas são. Puro engano. Os olhos são pintores: eles pintam o mundo de fora com as cores que moram dentro deles."
Rubem Alves

"Pensar é mais interessante que saber, mas é menos interessante que olhar."
Goethe

"O essencial é saber ver
Uma aprendizagem de desaprender
Saber ver sem estar a pensar
Saber ver quando se vê
Ver com o pasmo essencial que tem uma criança, ao nascer
Sentir-se amado a cada momento
Para a eterna novidade do mundo..."
Alberto Caeiro

"Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura..."
Fernando Pessoa

"Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra"
Adélia Prado

"Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram"
Cummings

"Se vc me olhar de cima, posso ser o Demônio.
Se vc me olhar de baixo, posso ser Deus.
Se vc me olhar nos olhos, eu sou você!"
Jheny Warner

Imagem capturada em http://craftzine.com/03/lamp/

Retrato 3x4

Já faz muito tempo, mas lembro-me de acordar no meio da tarde de sábado com meu pai dizendo que eu e minha irmã iríamos tirar foto. Em casa nunca fomos de registrar momentos nossos e a situação financeira pouco favorável não nos permitia o luxo de ter uma máquina fotográfica. Por isso aquela tarde teve um sabor todo especial.

Minha irmã, quatro anos mais nova que eu, não entendeu muito bem a proposta, mas eu bem queria um retrato só meu pra mostrar orgulhoso o “projeto de cabelo grande” que meu pai insistentemente tentava convencer minha mãe pra deixar crescer.

Hoje me surpreendo em perceber como as lembranças daquela tarde afloram com tanta força à medida que vou construindo esse texto. A impressão é de que se eu fechar os olhos vou poder sentir as mãos macias de minha mãe arrumando pacientemente a gola da minha camiseta de festa ou o calor gostoso da mão de meu pai nos conduzindo pela calçada até o retratista.

Minha irmã, com seu vestido rosa cheio de babados e bordados, não gostou muito, fez cara de choro e tudo mais. Eu, apesar da cara séria (isso vem de longa data) estava curtindo. A curtição não era só pelo retrato em si, mas por toda a situação. Depois das fotos, já voltando pra casa, passamos no armazém do seu Graciano e ganhamos um sorvete de Maria-mole (daqueles com brinquedinho de plástico no topo). Em casa, minha mãe nos esperava com a janta pronta.

Lembro-me dela reclamar do cabelo da minha irmã em desalinho e em seguida, ao ver meu pai contar da ameaça do choro, se compadecer, pegando a caçula no colo. As fotos 3x4 só ficaram prontas na semana seguinte, mas já não me lembro de detalhes ocorridos após aquela tarde de sábado.

Ao olhá-las novamente, agora, em 2008, pensei em uma alegoria que vale a pena registrar: hoje somos três: minha mãe, minha irmã e eu. A ausência de meu pai re-significa sua presença no jeito como cada um de nós entende a vida.
Somos três, mas valemos por quatro!

Sublimes instantes

Tem dias que é bom acordar e perceber que toda a sua rotina parece tão divertida, tão linda, tão nova que você acha que nunca viveu aquelas coisas que você vive todo dia.

Aí você coloca aquele CD que comprou em 1.999 e pagou uma fortuna por ele na época. E ouvindo aquele CD você pensa: "É a música perfeita pra mim". Você se identifica com a letra e enquanto a música soa suave em seus ouvidos você começa a pensar como em toda a sua vida você foi feliz. E nem pára pra pensar nos problemas que passa ou que passou. Aliás, você acha que nunca passou por momentos ruins ou difíceis. Tudo é perfeito!

E o sublime se resume naqueles instantes, no dia ensolarado, no sol que ilumina seu rosto. E você reza baixinho para que este momento nunca passe. E vai ser assim, até a sua música acabar.

Imagem: Wolney Fernandes

Abstrações fotográficas

Minhas abstrações fotográficas e seus títulos (mais banais que conceituais).
1. Reflexos
2. Tríptica penumbra
3. Escadas do infinito
4. Ondas orvalhadas
5. Olhares
6. Mancha no azul
7. Meus poros, teu suor
8. Despedaços
9. Tempo diagonal
10. Janelas
11. Brancas granulações
12. Isolamento
13. Verdes imprecisões
14. Meias metades
15. Camadas
16. Luz embrionária

Fotos: Wolney Fernandes

Descobertas

Não muito longe estavam os pensamentos daquele garoto indefeso, ingênuo, que tentava se proteger do mundo sendo o filho exemplar, o garoto estudioso, o amigo presente e o rapaz religioso.

Mas os pensamentos vinham, e na maioria das vezes era possível fugir deles. O lugar mais seguro, o esconderijo, talvez fosse o mais óbvio, onde eles não o procurariam e talvez o deixariam em paz por alguns momentos. O garoto se escondia dentro de si mesmo, tão próximos dos pensamentos que nem desconfiavam onde ele estava, mesmo procurando por ele incansavelmente.

E como os pensamentos eram sedutores, como eram belos e ao mesmo tempo perigosos, uma vez neles, o garoto não sabia onde poderia parar, o que poderia enfrentar, talvez o mais certo fosse sonhar. Sonhar para que o medo ficasse infinitamente menor e mais fraco do que o sentimento que um dia o libertaria.

Imagem: Wolney Fernandes

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O último tricô

Impagável!
(Homenagem à minha amiga Jaciara, que queria tricotar no meio da torcida de vôlei de praia)