sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Parque dos Desejos

Dia desses, em minhas caminhadas pelo parque, minha alma era só desejos.
Desejei que as madrugadas, com sereno e neblina, desenhassem sobre as colinas sinais de otimismo.
Desejei que cada cascata cantasse seu próprio sentido em cada ouvido.
Desejei que os pássaros fizessem sinfonia no espaço, que o beijo e o abraço sempre provocassem arrepios e formigamentos.
Desejei todas as cores e o laranja das alegrias internas, surgindo sob a poeira, avançando sobre o capim seco.
Desejei sonhos e poesias escritas, dança e letras de cantos...
Desejei surpreender, causar espanto naqueles que me duvidam.
Desejei que todo dia, nasça com a claridade tênue da manhã, uma imensa gargalhada contando cada segredo.

Imagem: Wolney Fernandes

Um comentário:

Karlota Ruas disse...

Wolney vcê tem a alma de um sentimento bom, adorei esse poema teu, deixa a gente desejando também...
"há em mim uma sede de infinito, uma angustia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa. Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!"
Florbela Espanca