sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Presente

Um presente antecipado me fez lembrar que esse vento frio que começa a soprar por aqui traz junto o mês de junho e com ele o meu aniversário. Pronto! Bastou isso pra eu revisitar as lembranças que eu guardo numa caixinha e esqueço no fundo do armário junto com alguns sonhos que se perderam no caminho. Odeio ficar à mercê do tempo. Logo do tempo. Há muito, eu e ele (o tempo) vivemos uma relação conflituosa. Fico me perguntando agora o que quero, de fato, da vida? Estabilidade? Fortes emoções? Respostas francas? Evasivas? Sei que sou sim, cheio de subterfúgios... mas uma hora cansa. Não seria mais fácil definir papéis? Cumprir certo roteiro? Pensar num final feliz?

Estou ciente de que não sou uma pessoa infeliz. E contente em ter o que tenho diante de um mundo cada vez mais desbotado. Mistério, como diz o Gil, sempre há de pintar por aí... mas quero a sorte de dias mais tranqüilos e menos embaraços na hora de bater de frente com uma promessa concreta de felicidade. Não sou velho. Não sou jovem. Tenho o melhor dos dois mundos.

Pra não me esquecer mais, prometo registrar e carregar este post comigo por aí, no bolso de minha calça jeans.

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