
Um dos meus filmes prediletos é o delicado "
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". Nele, Amélie Poulain, uma jovem solitária, encontra em seu apartamento uma caixinha contendo diversos brinquedos que foi escondida por um garoto que morou ali há várias décadas. Sem ter muitos propósitos na vida, a moça resolve devolver o objeto para seu dono e, sentindo-se recompensada pela reação deste, decide solucionar os problemas de todas as pessoas com quem convive. Tudo isso ao som da maravilhosa trilha de
Yann Tiersen que vale um post só pra falar dela.
O que Amélie parece compreender muito bem é que, de modo geral, são os pequenos detalhes que determinam o grau de satisfação com que levamos nossas vidas: prazeres rotineiros ou contratempos triviais quase sempre definem aquilo que costumamos julgar como sendo um "bom" ou um "mau" dia. Da mesma forma, são nossas preferências mais sutis que, de um jeito ou de outro, acabam servindo como indícios de nosso caráter – e o filme acerta em cheio ao apresentar alguns de seus personagens através daquilo que eles gostam ou não: uma vizinha de Amélie gosta de ouvir o barulho da tigela de leite batendo no azulejo do chão de sua cozinha; e a heroína adora ver a expressão das pessoas em uma sala de cinema.
São observações como estas que demonstram verdadeiramente as particularidades da natureza humana. Além disso, o filme consegue conferir beleza aos atos mais simples, como no momento em que Amélie beija seu amado.
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