quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Reminiscências de felicidade

Querida Sofia,

Estou aqui como sempre estive. Fragmentos de um cotidiano cada vez mais intenso me fizeram esconder a chave para me manter nesse espaço/lugar que me enche de alegria. Reminiscências de felicidade são perceptíveis quando me pego sorrindo em frente ao espelho tentando ignorar o olhar de melancolia que a noite mal dormida ou a falta de tempo e dinheiro trazem.

Me antecipo em dizer que seria fácil justificar minha ausência nestes últimos dias, mas prefiro não fazê-lo. Afinal, sou aquele que pode escolher. Sim, dentre todas as possibilidades que as luzes (esporádicas?) de felicidade oferecem, a decisão em permanecer é minha. A expectativa que me domina espanta qualquer aspecto negativo que pode surgir nesta situação. O coração disparado ignora que dentro de mim tudo sempre foi tão mais complicado...

Sei que você deve estar se perguntando qual a razão destas simplificações, mas prefiro não dizer ainda... (me perdoa por fazer segredo contigo?).

Levantei hoje e recuperei o otimismo. Pois não há tempo pra me concentrar em aspectos negativos. Não há forma de eu me deixar entristecer e não tenho permissão pra desistir do que eu quero. Os medos? Os menores foram lançados pela janela do décimo andar e os maiores já tirei do peito para botar no bolso furado da minha velha calça jeans.

Darei notícias antes do esperado!
Beijo-te com arabescos riscados de felicidade.
Saudade, sempre!

Wolney

Imagem: Wolney Fernandes

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