sábado, 8 de novembro de 2008

Vida sem amanhãs

Acordei com aquela vontade de uma vida sem amanhãs. Uma vida simples onde eu não precise mais festejar, em meio a fogos artificiais, todo o meu ano em um único dia. Uma vida de dias doces como brigadeiros e imprevisíveis como os bichos de algodão no céu.

Em dias assim, quando o tempo parece curto demais, escolho uma imagem e tento me dissolver nela. A escolha não é uma decisão consciente, talvez apenas uma tentativa de salvação. A salvação, para o meu alívio, não é monopólio das grandes religiões, nem das doutrinas criadas pelos homens, mas está oculta nos pequenos milagres que nos salvam todo dia.

Minha salvação de hoje é a "A ponte de Heráclito" de René Magritte (sempre ele!):

Um comentário:

maria disse...

Hola, a mi me cuesta disoverme en una imagen. Pero, en cambio, me encanta sumergirme en un poema. Ya sabrás que la gran frustración de Magritte era no haber nacido poeta.
Te mando un pequeño poema maravilloso. Según el estado de anímo es optimista -sol- o triste -anochece-. O sea, un poema útil para cualquier día.

Cada uno está solo
sobre el corazón de la tierra
atravesado por un rayo
de sol.

Y, de repente, anochece.

Salvatore Quasimodo