
Saudade de ver estrelas e até a ponta da lua da minha janela. Ando recolhendo restos de força pelos cantos da casa para refazer meu sorriso e meu olhar. E me permitir olhar não mais apenas para o passado, mas adiante.
Pareço voltar do ponto onde parti e daqui não percebo o entusiasmo que aplacaria tudo o que não coubesse num abraço longo e sôfrego. Como num golpe, as gigantes nuvens carregadas voltaram a espreitar meu desassossego. Mas guardo cada pequena delicadeza para que nelas sejam construídas minhas certezas. São elas que docemente me despertam a cada manhã.
Imagem: Wolney Fernandes
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