sábado, 25 de julho de 2009

Uma carta

Grégorie, meu querido!

Tenho certeza que você não está nada bem, e o quanto é difícil dizer isso tudo pra mim, mesmo que seja por email. Quero deixar claro que preferiria uma conversa pessoalmente, porque um rompimento exige o encontro desses dois corpos que se amaram por um tempo considerável. Nossos corpos viveram momentos que marcam nossas vidas para sempre, mesmo que cada um agora decide tomar rumos diferentes. Momentos importantes para minha percepção do que era viver o Amor.


Seu email fez-me recordar uma escritora que adoro: Maria Soave em seu livro - A amante, a sábia, a guerreira, a feiticeira reflete sobre o Amor, e diz algo fantástico: que existem pessoas que exigem ser amadas e, por isso, nunca são elas mesmas, e tratam o amor como uma troca econômica, mais que existem pessoas que mergulham no amor, assim de graça, sempre maravilhadas e agradecidas. Estas são pessoas ecológicas, movidas pelo prazer, pela gratuidade. O amor que cultivei por você não foi uma troca econômica e sim um amor ecológico: cheio de prazer e gratuidade. Mergulhei encantada nesse amor que vivemos, e por viver intensamente todos os momentos que passamos juntos, quero que não se preocupe comigo - eu sei me CUIDAR.

Prova disso que saio dessa relação diferente de você: sem angústias e convicta de que fui verdadeira e inteira em todos os momentos que nos dedicamos um ao outro.
Percebo que você tem um desafio pela frente, de se tornar melhor nas próximas relações que surgirão no seu caminho e gostaria que soubesse que irei seguir minha vida e como canta Vanessa da Mata: “Eu vou tentar ser bem mais competente na escolha da próxima paixão”.

Cum Deus!


Cláudia Monteiro Lima
Estudante de Biologia
Brasília - DF

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