terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Epifanias cotidianas

Os começos são sempre os mais difíceis. No entanto, começo 2010 silenciosamente e vou adentrando pé ante pé diante das (im)possibilidades que um novo ano descortina. Talvez, serenamente, eu esteja desejoso das epifanias que se refazem cotidianamente. Daquelas bem simples... daquelas bem óbvias:

1. Acordar com a serenidade das noites embaladas por trilhas sonoras selecionadas;
2. Perceber que ganhar tempo é bom, mas que perdê-lo é melhor ainda.
3. Experimentar movimentos e sabores que conectem meu corpo com a idéia do cuidado.
4. Tirar as idéias do porto seguro e lançá-as em barquinhos de papel para navegarem em enxurradas de ações.
5. Desejar cores que não sei nomear e emoções desconhecidas quando um beija-flor me visitar.
6. Desenhar no parque, no quarto, na pele, no trabalho, na parede, no cantinho do caderno...
7. Namorar minhas vontades a ponto de transformá-las em realidades.

Foto: Wolney Fernandes

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