sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Onde vivem os Monstros

"Onde vivem os monstros" (EUA, 2009) é um daqueles filmes que fazem a gente olhar para dentro de nós mesmos/as sem permitir que passemos imunes às inquietações (boas ou ruins) que nossos medos e incertezas teimam em sacudir.

Apesar de ser inspirado no livro infantil de Maurice Sendak, alerto aos pais, mães e tios/as desavisados/as que o filme em questão não foi feito para crianças. Embora trate essencialmente de infância, a narrativa nos impele a enxergá-la pelo viés complexo que emoldura nossos amadurecimentos.

Tal qual no livro de 1963, Max é um garoto que, depois de uma malcriação, se isola de todos e entra em um mundo só seu, onde vivem os tais monstros do título. Daí, então, passamos a uma viagem de imaginação onde cada um dos bichos peludos são projeções de aspectos da personalidade do garoto e, por vezes, da nossa própria.

Saí do cinema tentando, em vão, localizar em minhas memórias o(s) fato(s) que fez o wolney-adulto se despedir do wolney-criança. "O que teria feito brotar minha adultice?"

Respostas não tive ainda e, confesso que nem sei ao certo por que eu quero responder esta pergunta. O fato é que o filme transmitiu-me de forma eficaz, pelo olhar de serenidade de uma criança, que nem sempre "a felicidade é o único caminho para ser feliz".

Imagem capturada em http://holyjunk.files.wordpress.com/2009/10/onde-vivem-os-monstros_wallpaper.jpg

Um comentário:

Deire Assis disse...

Eu, mãe desavisada, esbravejei quando vi que o filme não tinha cópia dublada pra levar meu rebento. Aí, gente que como você não é desavisada como eu tratou logo de me explicar "que o filme não é pra criança."

Eu já queria ver. Agora que li seu post, ainda mais!

Bjo, Wolney!