quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sossegos enluarados

Ontem à noite, ao desligar a luz do quarto, vi uma luminosidade estranha refletida na parte superior da cama onde fica o travesseiro. Meus olhos caminharam janela afora até se depararem com a lua no canto do céu.

Ali, deitado sob a luz do luar, a agitação de dia inteiro me pareceu distante e apagada pela claridade fosca que a lua estendia pelo meu quarto.

Por descobrimentos [impre]visíveis, adormeci pensando que em madrugadas enluaradas os sossegos dormem mais perto da gente.

Hoje, os amanhecimentos foram embalados pela lembrança dessa música aqui.

Foto: Wolney Fernandes

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