segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Antes de terminar


Chorei no escuro do cinema e em casa também. Posso dizer que me diverti, que inventei depressões para me obrigar a me divertir ainda mais. Que ouvi boa música e li bons livros [poucos] e perdi tempo com notas já usadas, programas aborrecidos e frases feitas.

Dei beijos mornos e doces debaixo de chuva gelada e beijos que são enganos feitos de sono, de embriaguez e alguma estupidez. Esqueci finalmente quem me ocupava partes de mim mesmo sem razão, partes de Peter Pan e pedaços amargos de limão gelado que em dias de sol sabe bem.

Vi o sol se pôr fora de Goiânia enquanto falava do nada e de todas as coisas que vagueiam em mim. Passeei pelas ruas do Centro deixando que a luz amarelada cubrisse de cor os caminhos pelos quais me perco. Fotografei jardins estrelados em tardes quentes e abafadas de um tempo que não volta a ser o mesmo.

Procurei memórias para descansar. Desiludi-me uma vez apenas e acreditei vezes sem conta. Por vezes é fácil, às vezes difícil, mas nunca impossível. Clichê, eu sei, mas vou grifar isso para usar como meu lema em 2012.

Foto: Wolney Fernandes

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