domingo, 4 de dezembro de 2011

O Semeador
A Todo Instante por Marcos Vinícius Ramos

Saiu o semeador a semear...
Dentre uma variedade de sementes
visíveis e invisíveis por aí, qual semear?
Minhas mãos, acostumadas, pedem trigo ou algodão.

Trigo para os moinhos-dragões,
na luta por um existência diária;
mais um poente, outro nascente,
à espera de fartura, de pão.

Algodão para os teares da história,
com repassos e tramas tão sutis.
Fio a fio se faz uma vida,
sem paixão e com alma ferida.

Uma parte da semente caiu na beira da estrada...
Não mais as mesmas sementes.
Pois os pássaros ficaram famintos;
e os espinhos não sufocam ninguém.
Meu coração anseia por uma nova semente,
como teus olhos por uma nova imagem.

Semente nova,
imagem nova,
e uma história humana de sempre,
sem panos e sem pão.

Marcos Vinícius Ramos é poeta de natureza. Para mergulhos em versos de pura beleza, clique aqui.

Um comentário:

Marcos Vinícius Ramos de Carvalho disse...

Guardarei este fato em um local semelhante ao que tu guardaste a colheita do orvalho.