sábado, 5 de janeiro de 2013

Somos Infinitos


Sabe quando o filme termina e dá vontade de ver de novo, na sequência, porque uma vez só é pouco para se dar conta das tantas coisas que a história parece [re]velar? Pois é! Comigo foi bem assim ao terminar de assistir "As Vantagens de Ser Invisível", filme sobre as aventuras e desventuras de um jovem tímido e depressivo ingressando no ensino médio e na vida.

Foram incontáveis as vezes que eu vi essa história antes. No entanto, o filme demonstra que o diferencial não está exatamente na história, mas em como se conta uma história. Adaptado para o cinema do livro de Stephen Chbosky, a produção conta com uma direção delicada onde personagens bem delineados mostram, aos poucos, a imersão em momentos cruciais cheios de temeridade e incertezas da passagem para a vida adulta. 

"Nós aceitamos o amor que achamos merecer."

Fugindo dos estereótipos do gênero, "As Vantagens de Ser Invísivel" consegue ainda gerar um sentimento familiar, provocando identificações por toda a narrativa. Se não pelo jeito introvertido do protagonista, nos reconheceremos no entorno: nos amigos, no prazer de curtir a companhia de alguém, de estar apaixonado, de experimentar o proibido, de se deixar levar pela música que mexe com nossas emoções e até nos medos que nos rondam amiúde.

Simples e, ao mesmo tempo, cru e devastador, o filme consegue combinar leveza com momentos marcantes em cenas e diálogos que se recusam a nos deixar, mesmo depois que os créditos sobem na tela. 

"Estou me sentindo infinito!"

Um dia depois e ainda pulsa dentro de mim a vontade de sentir a liberdade batendo na cara ao som de "Heroes" do David Bowie ou mesmo entrar na dança que a vida faz atendendo o convite de "Come on Eillen" dos Dexy's Midnight Runners.

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