domingo, 7 de setembro de 2008

Guiado pelos sonhos

Não importa quantos sonhos eu já tenha realizado ou mesmo quantas metas eu já alcancei, eu sempre vou querer mais. Terra firme não é pra mim nesse clima (precoce?) de deslocamentos. E a liberdade que outrora me enchia de mim agora parece prisão. Adotar a racionalidade funcionou por um tempo que nunca pensei ser datado. Por mais necessário que possa ter sido um processo, libertador é desaprendê-lo. Inicia-se um tempo de permissões oposto ao anterior. A guerra fria foi excluída por um calor que começa dos pés e permanece no peito.

E escrevo isso agora com a total desejo de me refugiar nesse calor que queima meus poros. Não tenho tempo, nem paciência para usar de independência ou de noções que a psicologia possa ter me dado até o momento. Quero sobressaltar meus sonhos velados para que adquiram vida própria e se tornem incontroláveis assassinos da minha realidade.

Foi por sonhar que me mantive aquecido. Mantive-me preocupado, mas nunca perdido. Minha preocupação por um lugar seguro de chão firme transformou-se sutilmente em uma procura pelo refúgio da primeira linha. Mudei de endereço, mas não posso informar.

De repente real e desejo pedem por liberdade. O primeiro não quer mais ser medíocre enquanto o segundo está farto de negações. Peço que os sonhos me guiem enfim...

Foto: Wolney Fernandes

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