domingo, 15 de fevereiro de 2009

Enquanto meu futuro não vem

Vivo caindo como Alice no buraco da árvore, sem saber o que vou encontrar lá embaixo. É nessas quedas que sempre me pergunto: Por que não podemos ter a tranquilidade de prever o futuro próximo? Talvez só o tempo suficiente para saber se sim, se não.

Uma proposta de trabalho. Uma manifestação de amor. Uma notícia de alguém doente. Um e-mail. Uma previsão do tempo. Sabendo de antemão o que estaria por vir facilitaria a digestão. Frustrações bem mastigadas são mais fáceis de engolir. Porque o difícil é lidar com aquilo que ainda não sabemos. Fantasiamos. Elucubramos. Viajamos. Piramos. E dá-lhe borboletas farfalhando as asas no estômago.

Ah, quantas voltas para tentar aplacar um coração fora de esquadro. Desenhar e escrever é o que me sobra, a despeito das borboletas. Mas também não adianta muito, pois quanto mais escrevo e desenho, mais as borboletas ficam festejantes. Passear no bosque enquanto meu futuro próximo não vem? Como faço?

Imagem capturada em http://www.alice-in-wonderland.net/pictures/alice-pictures.html

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