terça-feira, 21 de abril de 2009

Presença silenciosa

Quando se lê a mesma carta pela 17ª vez, as palavras parecem fazer ciranda do coração para os olhos e vice-versa. Tanta coisa a ser dita e assimilada que o papel se transforma em tela de pintar memórias. Tantos olhares... tantos sentidos ainda pulsantes na voz de Miguel Bosé, na sobrancelha de andorinha da Frida, no sabor do suco de cajá, nas poucas linhas de um depoimento secreto pela manhã, na saudade de um corpo/lugar cuja geografia íntima anula todas as minhas fronteiras.

Escrevo para que as lembranças se tornem presença silenciosa.
Sem culpas, mas com vontades!
Sem dramas, mas com sinceridades!

Imagem: Wolney Fernandes

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