domingo, 30 de janeiro de 2011

Travessias

Atravessei a rua como se estivesse atravessando uma vida inteira. Mentira! Eu só queria começar o texto como quem atravessa realidades feito ruas soltas por aí. Saber dos moldes de costura, suas linhas e seus traçados com aquela precisão das costureiras. Cruzar realidades, marcar direções retilíneas e avançar.

No entanto, pelo desejo de ser linha, me descubro papel. Pontilhado, encardido e sulcado por rabiscos de um desenho que insiste nos contrários e na distância daquilo que eu almejo.

Não atravesso porque, na verdade, sou sempre atravessado!

3 comentários:

Anônimo disse...

Sou sua fã. Sempre (2 anos eu acho) entro por aqui, e mesmo sem te conhecer pessoalmente, muitas vezes você faz meu dia mais completo. Compartilha seus desabores e sabores com alguém que ainda está aprendendo a curtir todos os possíveis paladares que essa vida tem. Também tenho um blog, mas mantenho minha identidade anônima, já que o gosto do desconhecido é mais saboroso. Continue me presenteando com dias mais doces!

Da sua anônima, que te quer muito bem.

:)

Wolney Fernandes disse...

Querida Anônima!
Gosto de saber que textos e imagens daqui fazem pontes até aí. Obrigado pelo comentário tão motivador.

Não sei qual a curiosidade é maior: Saber quem é você, saber o endereço do teu blog ou de quem cidade você é.

De qualquer forma, em qualquer tempo e lugar, seja muito bem vinda!

Anônimo disse...

Prezado Wolnei Fernandes.
Navegando sem destino, me deparo com seu blog,e ai começei a ler e cada vez mais e mais me envolvendo nos mistérios que as imagens e linhas traduzem. Parabenizo e gostaria se possivel de manter contato. Sou artista plástico e tenho projeto de nova série de trabalho em que gostaria de se possivel você fazer um texto sobre o mesmo. Oliveirajuspggmail.com
um abraço.