sexta-feira, 18 de março de 2011

Morangos à beira do abismo

Todas as vezes que as muitas atividades nas quais estou envolvido me colocam em abismos distantes do blog [esse espaço tão querido] eu me lembro de uma história contada por Rubem Alves:

"Um homem caminhava por uma floresta. Estava escuro porque a noite se aproximava. De repente ele ouviu um rugido terrível. Era um leão. Ele ficou com muito medo e começou a correr. Mas ele não viu o caminho por onde ia porque estava escuro e caiu num precipício. No desespero da queda ele se agarrou ao galho de uma árvore que se projetava sobre o abismo. Lá em cima, na beirada do abismo, o leão. Lá em baixo, no fundo do abismo, as pedras. E foi então que, olhando para a parede do abismo ele viu que ali crescia uma planta verde que tinha um fruto vermelho: era um morango. Ele então estendeu o seu braço, colheu o morango e o comeu. Estava delicioso."

Pendurado em precipícios, os registros no blog fazem parte da minha lista de morangos a serem comidos [em outra ocasião talvez valha a pena falar de outros morangos tão deliciosos quanto este aqui].

Por enquanto, naquilo que me diz respeito, prefiro acreditar que o meu compromisso é com aquilo que move meus olhos salivantes de sabores, espuma e sonho.

Então fica registrado e combinado assim: que os sabores substituam os sumiços!

Imagem de Michael Arnold. Achei aqui.

2 comentários:

Pitty que Pariu disse...

Gostei da história do abismo. E a vida é mesmo assim: movida pelo prazer.
E foi exatamente um prazer receber seu comentário em meu blogger. E de forma parecida, um prazer ler aqui seu post. ;)

suzanne disse...

escelente analogia!
adoro sua filosofia!