terça-feira, 20 de setembro de 2011

Recife, "um dia qualquer..."


  • Passamos o dia todo caminhando. Dor nos pés, mochila pesada nas costas e um cansaço acumulado no peito. Bastou só um convite - ao som do frevo e do maracatu - para que eu, sem titubear, entrasse no giro da ciranda na festa que estava rolando na praça.
  • Tínhamos acabado de atravessar a Rua dos Martyrios e paramos na esquina para fazer anotações. De repente, uma meleca destampou do céu dos pombos direto na minha calça clara. Depois disso, a tarde virou um filme de Hitchcock com pássaros conspirando e atentando contra mim.
  • A moça sentada ao meu lado no ônibus olha para a Praça do "Marco Zero", vê aquele monte de turistas fazendo fotos e dispara: "Não sei do que esse povo tira tanta foto. Não tem nada nessa porra aí". Eu me fiz de desentendido e coloquei minha carapuça de turista na mochila junto com a câmera fotográfica.
  • No balão que o vento soprou até mim, tinha a palavra "gratidão" escrita em um papelzinho dentro dele.
  • Entrei na exposição sem saber quem era Paulo Bruscky e deixei um pedaço do meu coração lá! Bem dentro de um envelope rabiscado com caneta Bic.
  • Em Recife, a Boa Viagem começa no bairro, se estende pela praia e enfeita as fachadas dos ônibus.
  • Na primeira sinagoga da América Latina uma carta terminava assim: "Nada é nosso e tudo é nosso, pois somos: UM com o TODO. Lá de onde eu estiver, mando meu carinho e agradeço termos sido amigos".
O título da postagem foi decalcado dessa mesma carta. 
A foto é minha e foi feita na praia de Boa Viagem

Um comentário:

Gwavira Gwayá disse...

... meu flâneur preferido...