terça-feira, 17 de junho de 2014

Poema para Walderes


Dezessete. Essa data pode ser nosso poema. Uma rima onde tudo está contido: a alegria que a vida realça e a saudade que a morte desdobra. E assim, ficamos os dois para sempre neste dia. Eu porque nasci e você porque morreu. Meu aniversário de vida é seu aniversário de morte. Um memorial daquilo que foi e é parte importante também agora. Estendidos como versos, dor e contentamento se recitam mutuamente, em uníssono. E assim, os dias dezessetes passam a ser essa garantia de nunca esquecer. 

Plantado de volta na terra que te pariu, ainda estende suas raízes até o chão das minhas tristezas e faz desabrochar presentes... faz chover doçuras e circular perfume de agoras.

Imagem de René Magritte

Um comentário:

Rezende Bruno disse...

Saudades, ternura, amor.